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Casos Nacionais
Pedrógão Grande,
1995
Em Fevereiro de 1995, na localidade de Poço
Negro, perto de Pedrógão Grande, um homem afirmou ter visto uma esfera
luminosa de tons ígneos entre os pinheiros que rodeiam a sua casa.
José Faria, assim se chama, regressava a casa de
madrugada quando avistou por entre o referido pinhal «uma bola de luzes, num
misto de alaranjado e amarelo forte». Sem nunca ter visto nada semelhante, José
Faria deduziu que talvez fosse a Lua e, sem mais explicações, recolheu
rapidamente à sua habitação. Contudo, no dia seguinte, pensou melhor e concluiu
que o que vira jamais poderia ser a Lua. Mesmo assim, durante cerca de quinze
dias, mostrou-se relutante em visitar o local onde havia visto a esfera, numa
clareira do pinhal a pouco mais de duzentos metros do pequeno quintal da sua
casa.
Finalmente,
um dia encheu-se de coragem e, na companhia do seu cão, decidiu-se a investigar
o estranho ocorrido naquela madrugada. A princípio, não encontrou nada, mas
com a ajuda do seu fiel animal, veio a descobrir uma marca triangular escavada
no solo. E logo de seguida, outra. E outra. Depois de chamar a irmã, José
Faria encontrou outras dezasseis marcas iguais no solo, todas triangulares e do
mesmo tamanho, perfurando o solo entre quatro e dez centímetros.
Em vista de tal descoberta, Faria resolveu
comunicar a sua experiência às autoridades locais, ultrapassando o seu medo de
«cair no ridículo e de ninguém acreditar». A princípio, foi o que
aconteceu, pelo menos até Mário Fernandes, presidente da Câmara Municipal de
Pedrógão Grande, ter visto as marcas com os seus próprios olhos. Ordenou a
uma equipa técnica do Município que realizasse um levantamento topográfico da
área em questão.
As 19 marcas triangulares achavam-se dispostas
numa configuração oval, com 12 metros de comprimento por 11,5 de largura.
Quanto aos triângulos, estes não tinham uma superfície regular, mas sim
composta por pequenos losangos em redor das arestas. Ainda no interior da oval
desenhada pelas marcas de supostos trens de aterragem, toda a vegetação foi
derrubada. Na área circundante, dois pinheiros ficaram completamente
calcinados, encontrando-se a dois metros das árvores várias agulhas queimadas
e cobertas por um líquido estranho que seguiu para análise.
A APPO (Associação Portuguesa de Pesquisa OVNI)
encontrou-se no local para observação dos indícios e recolha de moldes de
gesso das marcas triangulares. Segundo eles, as marcas não poderiam ter sido
deixadas por um objecto com peso inferior a três toneladas.
Maria José, uma vizinha afastada de José Faria,
afirma ter visto um clarão no pinhal na noite da ocorrência, e um indivíduo
da localidade de Sertã garantiu ao presidente ter visto luzes estranhas, tendo
inclusive uma gravação do acontecimento.
Para concluir, o semanário "O
Independente", que publicou um artigo referente a este caso na sua edição
de 13 de Abril de 1995, contactou a Força Aérea Portuguesa, disposto a lançar
alguma luz sobre os acontecimentos. De acordo com os responsáveis pelo controlo
do tráfego aéreo, não foi detectado qualquer voo não-identificado no espaço
aéreo português.
Fonte:
"O Independente".
Data: 13 de Abril de 1995.
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